O Blog Do Mendes

Companhia Fantasia

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em March 26th, 2010

COMPANHIA FANTASIA

nós somos os cantores
da companhia fantasia
vivemos na fantasia de que seremos um dia
a tua companhia
a tua companhia
e de quem está em sintonia
com a sua própria companhia
Fantasia!

num pedaço do meu rosto vê-se o traço
de um palhaço pobre
mas debaixo desse traço há um fundo falso
que esse traço encobre
o do palhaço triste
que insiste em disfarçar que lá por baixo
outro palhaço existe
o palhaço aprendiz
que aprendeu a aceitar que por um triz
ele era o palhaço feliz
e bis

nós somos os cantores da companhia
fantasia…

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Matérias do Coração

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em June 27th, 2008

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O Romântico Autêntico

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em June 27th, 2008

O romântico autêntico
Apanha as flores que nascem do asfalto
e toma de assalto
o coração de ninguém

O romântico autêntico
De dia deita-se à sombra do triste
Cipestre que não existe
E apanha versos do chão

Do poema que nunca fará
Da cantiga que não cantará
Ao amor que Deus não Lhe dará
E regressa à casa que sabe que nunca terá
Ele é só

Um romântico autêntico
Um tipico Romântico

O romântico Autêntico
Quer lá saber das estrelas, do azul do céu,
do azul do mar
e dos passarinhos na primavera

O romântico autêntico
Apanha as flores que nascem do asfalto
e toma de assalto
Os versos do chão

Do poema que nunca fará
Da cantiga que não cantará
Ao amor que Deus não Lhe dará
E regressa à casa que sabe que nunca terá
Ele é só

Um romântico autêntico
Um tipico Romântico
(e o romântico autêntico não manda flores a ninguém)

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Sonhos

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em June 3rd, 2008

Voltei. Finalmente resolvi a questão do “estúdio em casa”. O material tem sempre razão.
Gravei esta música no “guitalele” do meu sobrinho, que é uma guitarra de dois palmos de comprimento.

Sonhos

Quando a lua chega
Levando o sol cruel
Só a noite me aconchega
No seu terno e doce mel
E eu posso enfim sonhar
Que tu és minha e eu sou teu
Pudesse eu nunca acordar
Deste sonho meu
Sonhos, sonhos
Delírios serenos
Só sonhos me querem bem
Sonhos, sonhos,
Guardasses ao menos
Um sonho para mim também
Só a lua deixa
Que eu seja quem não sou
Para que em sonhos, eu me veja
Com que eu não estou
E eu não quero acordar
Quero ir para onde eu não vou
Pudesse eu nunca mais voltar
Deste sonho meu
Sonhos, sonhos
Delírios serenos
Sonhos que me querem bem
Sonhos, sonhos
Guardasses ao menos
Um sonho para mim também

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Bolsa de Amores

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em January 18th, 2008

Um vira que gravámos no CD da minha banda quase-famosa mas depois decidimos não incluir. Bob Dylan meets rancho folclórico de baião. Reparei agora que com esta harmonica os primeiros 43 nano-segundos parecem o love me do, mas depois o ritmo minhoto despista a semelhança.

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Bolsa de Amores

Perguntei ao corretor
onde podia aplicar
os excedentes do amor
que eu tinha andado a poupar

investi tudo em acções
cotadas a um bom valor
mas não quis obrigações
e passei-as ao portador

joguei na bolsa de amores
sem conhecer o mercado
só ganhei dissabores
e um coração hipotecado

no mercado de futuros
joguei em novos valores
há que jogar pelo seguro
nesta bolsa dos amores

só que o valor facial
sofre depreciações
e o longo prazo é fatal
quem vê caras não vê cotações

joguei na bolsa de amores
sem conhecer o mercado
só ganhei dissabores
e um coração hipotecado

se o capital aumentar
por liquidez em retenção
é o passivo a engordar
e a baixar a cotação

é como moeda ao ar
o mercado é mesmo assim
a cara em que eu fui apostar
já era coroa no fim

a aplicação financeira
sempre pode ser trocada
mas a que eu trago em carteira
essa, ninguém quer nem dada

joguei na bolsa de amores
sem conhecer o mercado
só ganhei dissabores
e um coração hipotecado

fiei-me nos fiadores
ouvi juras semestrais
joguei na bolsa de amores
jurei para nunca mais

Todas as noites o meu amor vem da rua com um presente

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em January 13th, 2008
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Todas as noites o meu amor vem da rua com um presente

Todas as noites, o meu amor
Vem da rua com um presente
Ás vezes traz um perfume
A vinho e aguardente
Ás vezes traz-me uma rosa
Em cada face a brilhar
E vem sempre com um sorriso
Que não tinha ao acordar

Todas as noites, o meu amor
Vem da rua com um presente
Uma camisa de marca
Com marcas de batom
Às vezes traz-me um cartão
A bater do plafond
E quando eu acho que já quase
Nada me pode espantar
Traz-me sempre o mesmo doce
Amargo de voltar

Todas as noites, o meu amor
Vem da rua com um presente
Às vezes vem com um livro
De cheques sem provisão
Há vezes que vem com uma jóia
De um amigo de ocasião
Mas quase sempre é um perfume
De outra mulher diferente
Todas as noites, o meu amor
Vem da rua com um presente

Lisboa não é Hollywood

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em January 13th, 2008

O título é roubado de um dos episódios do Duarte e Companhia. A música é sobre o rise and fall no star-system português. Homenagem a Cândida Branca Flôr, respeitosamente.

 

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lisboa não é hollywood

chega candida de capeline
como ela respira saúde
quase que parece a marylin
a chegar a hollywood

mas sem tapetes encarnados
sob os seus pés de dama
e seus sapatinhos delicados
apenas pisam na lama

Lisboa é paleio de aljube
por entre ruas esquinas
também tem suas colinas
mas lisboa não é hollywood

como ela cai na trama
e esbanja a sua virtude
pelo passeio da fama
mas lisboa não é hollywood

candida na solidão
de capeline, rouge e batom
não foi parar ao panteão
morreu na vala comum

Baile dos sem-ninguém

Publicado em Azeite Excedentário por miguelaj em December 11th, 2007

Uma das muitas músicas que ficaram de fora da Rádio Alegria. Neste género “ball-room dancing” já havia a Cantigas de Amor, que ganhou. Entretanto mudei uns acordes e umas partes da letra (que ficou como aqui publico), mas o que tenho gravado é isto (Randy Newman meets Rosa Lobato Faria, circa 1ª guerra mundial). Quando gravar a versão actualizada, ponho aqui.

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Baile dos Sem-ninguém

Quando o coração se cansa
De procurar alguém
É a hora de ensaiar a dança
No baile dos sem ninguém

Aqui vêm por costume
Os que a noite fez refém
Fogem do amor e do ciúme
pro baile dos sem ninguém

Um a um, vê como vão
Arejar o coração
Trocando o passo no compasso da solidão
Sabem que amanhã há outra sessão

Se me vires dançar comigo
Dança contigo também
Amigo não empata amigo
No baile do sem-ninguém

Todas as noites dançamos
À espera de quem nunca vem
É por isso que ainda voltamos
Ao baile dos sem-ninguem

Um a um, vê como vão
Arejar o coração
Trocando o passo no compasso da solidão
Sabem que amanhã há outra sessão

Resta-me a vã esperança
Que tu gostes de mim também
E que esta seja a nossa ultima dança
No baile dos sem-ninguém