Desdita
DESDITA
Desdita
Ouvi da minha desdita
Certo dia em que eu passei
Numa ruela tão estreita
Onde fica, já nem sei
Calhou de estar à janela
Nessa dia àquela hora
A criatura tão bela
Que naquela casa mora
Delicada de cintura
E com setas no olhar
Viu-me naquela figura
E a sorrir mandou-me entrar
Nesse dia a mesma hora
Não chegou pelo jantar
O fiador da cidade
Lá o foram procurar
Veio dar ao pé rio
Sem roupas, sem cor, desfeito
Com as vergonhas de fora
E três facadas no peito
Por nunca ter um tostão
Fui o primeiro suspeito
Fui nomeado vilão
Naquele golpe perfeito
E logo de manhazinha
Ao juiz eu fui chamado
E qual não foi o meu espanto
Eu já lá tinha estado
Era aquela tal ruela
Estreita como a minha sorte
Sem ter ninguém à janela
Desta vez bati à porta
Sem nada que desculpasse
Obra que eu não assinei
Fosse qual fosse o desfecho
Nada tinha contra a lei
O meu alibi ficou preso
Num nó da minha garganta
Sei que se põe à janela
Se houver sol, ainda canta
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Grande malha!!
Estreita como a minha sorte
Men, tá incrivel esta malha!! O meu parabém!
LINDA
Gosto muito! Está realmente fenomenal
sem palavras. muito bom, como sempre.
Adorei Mendes! Tenho que arranjar maneira de te trazer cá!
*
Uma cantiga de Amor! Parabéns Miguel és um trovador do século XXI…
Espetacular!!! Esta e a Isaura são fora de série…
Graças a ti e aos Azeitonas, nunca falta reportório para o fora de palco da minha tuna…
Brutal!!!
Parabéns e continua
De facto… Além de músico, és um poeta!!
Tá brutal! Parabéns! Por esta e por todas (sem excepção) as outras.
Gosto especialmente desde verso:
Era aquela tal ruela
Estreita como a minha sorte
eheh..
“BEM HAJA”
Marta
Gosto tanto. Trago-a na cabeça.